segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Federação barra quarto corintiano e estuda adotar controle facial

A Federação Paulista de Futebol decidiu punir mais um corintiano que esteve preso na Bolívia e se envolveu em briga com vascaínos e policiais em Brasília. Fábio Neves Domingos, da Pavilhão Nove, está proibido de ir a jogos em São Paulo por 90 dias, segundo Marcos Marinho, responsável pelo departamento de segurança nos estádios da FPF. Reportagem do diário Lance! identifica Fábio como um dos envolvidos na confusão no Mané Garrincha.

Castigo semelhante já tinha sido aplicado a Leandro Silva de Oliveira e Cleuter Barreto Barros, que também ficaram presos na Bolívia sob a acusação de envolvimento na morte do garoto Kevin Douglas Beltrán Espada. Outro barrado é o vereador Raimundo Cesar Faustino, de Francisco Morato e integrante da Gaviões.

Marinho admite a dificuldade em identificar os torcedores vetados nos dias dos jogos. ''Estamos estudando uma medida que pode ajudar muito. Vamos analisar se se é viável implantar o controle facial'', afirmou.

Segundo ele, um programa analisaria imediatamente imagens registadas por câmeras nas entradas dos estádios comparando automaticamente fotos dos torcedores com as dos que estão barrados.

Além de punir os corintianos, a federação decidiu retirar castigos aplicados à Mancha Verde, do Palmeiras, e à Independente, do São Paulo. Elas estavam proibidas de entrar com faixas e camisas nos estádios, mas foram liberadas. Faz parte de uma mudança de estratégia. Segundo Marinho, a Polícia Militar explicou que fica mais difícil identificar os torcedores sem uniformes.

Federação Paulista barra dos estádios vereador corintiano e torcedor preso em Oruro

O vereador Raimundo Cesar Faustino, o Capá, de Francisco Morato, e Leandro Silva de Oliveira, um dos doze corintianos que foram presos em Oruro, estão proibidos pela Federação Paulista de entrar nos estádios de São Paulo por 90 dias. A informação é de Marcos Marinho, do departamento de segurança nos estádios da FPF e chefe dos árbitros.

De acordo com Marinho, novas medidas podem ser tomadas dependendo das investigações da polícia de Brasília.

Imagens das confusões entre corintianos, vascaínos e policiais militares no último domingo em Brasília, mostram a participação dos dois torcedores. Em seu blog, o vereador disse que chutou um policial para ajudar um torcedor que estava apanhando do agente.

Nenhuma torcida organizada do Corinthians será proibida de entrar uniformizada nos estádios. ''A Polícia Militar pediu para que a gente não proíba as camisas. Isso porque sem os uniformes fica mais difícil identificar as torcidas. Quando for o caso a polícia vai proibir as faixas'', disse Marinho ao blog.

Outros torcedores barrados têm conseguido entrar nos estádios com facilidade. Marinho disse que vai encaminhar para a PM fotografia dos dois para tentar facilitar a identificação nos portões de acesso.

Ele também declarou que está montando dossiês com registros de violência por parte de torcidas organizadas para auxiliar o Ministério Público no combate a elas. Os documentos podem ser usados, por exemplo, na ação do MP para tentar fechar a Gaviões da Fiel, da qual Capá é membro.

Ministério Público faz nova tentativa de fechar Gaviões da Fiel

O Ministério Público fez uma nova tentativa de extinguir a Gaviões da Fiel. No ano passado, a Justiça negou pedido de extinção das principais organizadas do Estado. Nesta quarta, porém, o Diário Oficial publicou recurso interposto pelo MP. Na publicação, só a torcida corintiana aparece como agravada.

Procurado pelo blog, Davi Gebara, advogado da uniformizada no caso, disse apenas que se trata de uma apelação do Ministério Público para tentar fechar a Gaviões, após a decisão do ano passado.

Em 2012, o pedido de extinção foi feito depois de briga entre Mancha e Gaviões. Na ocasião, dois palmeirenses foram mortos, e o processo segue na Justiça.

A publicação no Diário Oficial não cita os argumentos usados no recurso. O pedido ainda será julgado.

Ministério Público de SP pede suspensão de atividades da Gaviões por 120 dias

Como parte de um pacote de punições, o Ministério Público foi à Justiça para que a Gaviões da Fiel suspenda suas atividades por 120 dias. Não se trata apenas de impedir a entrada de seus integrantes nos estádios de São Paulo. A intenção é obrigar a principal uniformizada corintiana a parar de funcionar por quatro meses.

O promotor Roberto Senise Lisboa alega que a organizada descumpriu um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) assinado em 2011. Ela se comprometia a não ''promover, incitar ou estimular, ainda que como mero partícipe, a violência'' dentro e fora dos estádios.

Em seu pedido à Justiça, o promotor declara ser notório que a Gaviões descumpriu o acordo quando seus integrantes brigaram com vascaínos em Brasília. Por isso, pede que a torcida seja citada para em dez dias suspender as atividades.

Ele ainda fala numa multa de R$ 30 mil por partida, se a Gaviões comparecer aos estádios no período da suspensão.

Como o blog mostrou na quinta, o Ministério Público também entrou na Justiça para cobra outra multa de R$ 30 mil reais, também sob a acusação de descumprir o TAC.

Em breve, o promotor fará à Justiça um novo pedido de extinção da Gaviões. Já existe um processo, iniciado após a morte de dois palmeirenses em confronto entre a organizada corintiana e a Mancha Alviverde, em 2012.

Por sua vez, o MP do Rio suspendeu a Gaviões em jogos no estado por 90 dias. Já em Brasília as uniformizadas corintianas estão vetadas por dois anos.

Veja abaixo o pedido do promtor. Como presidente da torcida aparece o responsável por assinar o TAC, que já deixou o cargo.